segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Andei reparando que ela não me sai do pensamento.

Que me guia alguns momentos, e me faz chorar ou sorrir

de acordo com seus planos.

Fui percebendo que por mais que eu fugisse, ela estaria alí.

Apenas me esperando.

Que a fragilidade em meus olhos seria descoberta por cada nota sua; cada soar de um novo tom.

Ela me perseguia.

E eu apenas fugia,

para o mais longe que o meu imaginário conseguisse alcançar.

Até meus pés cansarem de fugir, e eu, de súbito, olhar para trás,

e me ver enlaçada.

Por ela.

Que me seguia;

que me sorria;

que me fazia respirar.

Tão harmoniosa e sentimental.

A música.


Cecília Rodrigues

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