Andei reparando que ela não me sai do pensamento.
Que me guia alguns momentos, e me faz chorar ou sorrir
de acordo com seus planos.
Fui percebendo que por mais que eu fugisse, ela estaria alí.
Apenas me esperando.
Que a fragilidade em meus olhos seria descoberta por cada nota sua; cada soar de um novo tom.
Ela me perseguia.
E eu apenas fugia,
para o mais longe que o meu imaginário conseguisse alcançar.
Até meus pés cansarem de fugir, e eu, de súbito, olhar para trás,
e me ver enlaçada.
Por ela.
Que me seguia;
que me sorria;
que me fazia respirar.
Tão harmoniosa e sentimental.
A música.
Cecília Rodrigues
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