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domingo, 8 de janeiro de 2012


Às vezes insistimos em complicar a vida. Coisas que seriam tão fáceis se simplesmente deixássemos acontecer. O passar dos dias, o amadurecer dos frutos, o desabrochar das flores na primavera, o envelhecer dos seres humanos. As coisas não acontecem de acordo com os planos de ninguém, nem mesmo imaginam que insistimos em cronometrá-las.
Sabe, a vida é relativamente “grande demais” pra ser planejada em um dia, e curta demais pra ser deixada passar de qualquer jeito. Não levamos nada, mas não podemos ser inconseqüentes, pois, provavelmente deixaremos prole. Por que não pensar nos filhos que possamos vir a ter? E num futuro próximo, como algo que podemos tocar?
É preciso saber viver, como diz a música. Eu... preciso saber viver.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

2012 – O ano da libertação

Quem imagina que o resultado do vestibular destruiu todo o resto do ano, está extremamente enganado. Sinto-me bastante orgulhosa do que fiz, e pronta para a próxima!
O carma do ano passado já se foi, e as luzes voltam a brilhar. Aquela coisa de esperança que renasce e toda essa coisa de “ano novo”, sabe? As aulas próximas do retorno, as provas marcadas para a primeira semana de aula, e meu namorado... aprovadíssimo no vestibular. (Muito feliz com isso)
Me restam a esperança, a torcida positiva e a vontade de fazer algo melhor. 2012, desde o começo, na viradinha mesmo do ano, já me pareceu diferente de todos os anos. Mais alegre, mais calmo e com cara de grandes mudanças. Com jeito de “permissão”. Permitir libertar-me!
O Pretinho está perto de chegar do fim do mundo, já de cabelo raspadinho. (Nem me esperaram pra fazer isso =/)



Última foto com o Preto, do ano de 2011: Comemoração dos nossos 2 anos de namoro *-*

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Sofrimento antecipado?

Cada dia que passa, sinto como se o sonho universitário estivesse se afastando mais e mais. E esse sentimento torna-se certeza a cada minuto que o relógio marca. Tive, sim, oportunidades não seguras. Mas, infelizmente não soube aproveitar todas elas.
Agora o negócio é estudar pro ano que vem. Porque esse ano foi perdido. =\

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Existem coisas que, por mais que queiramos contar, não conseguimos. Expressar, sabe?
Na verdade há alguns anos venho tentando fazer conhecerem alguns de meus gostos e desejos. Como também as coisas que desprezo. E cada dia que passa, parece levar cada palavra, cada gesto que poderia realmente expressar o que preciso. 
Eu não gosto que percam coisas, coisas que, pra alguém como eu, são importantes. E não sei dizer: “Por favor, não faça isso, recupere”. E não tenho conseguido ser direta ultimamente, mas vou seguindo cada dia com a esperança de conseguir no próximo momento. Acordar sua mente. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Hello, is it me you're looking for?

Embalada quase todas as noites pela voz de Lionel Richie, o que eu considero roer até a morte, já não sei muito no que pensar sobre as coisas à volta. Na verdade, queria saber onde errei, e onde foi parar aquela garota que todos olhavam estranho e achavam meio “freira”. E ela deve morar aqui ainda, em algum lugar da minha memória curta.
Imagine só: um exterior de aparência esnobe e por dentro uma porcaria de sentimentalismo e fragilidade que enojam. Já tentei culpar meu pai por todos os meus problemas de carência e afetividade, mas não rolou muito porque ele foi um bom pai até resolver não sê-lo mais.
Lembro que quando comecei a escrever, tinha um caderninho, que depois se tornou uma prateleira com dezenas deles... e hoje quando leio me sinto ridícula. Mulher é muito de escrever sentimento. Descrever o primeiro beijo que ainda não chegou, a primeira vez que alguém conquista o coração, as descobertas não feitas... aquela idealização maldita do que nunca vai acontecer. Tipo um príncipe encantando, um pedido de casamento cheio de magia, um reencontro numa noite chuvosa... todo aquele sonho norte-americano de cinema.
Lembro que quando tinha 13 anos, só escrevia quando estava muito triste. E foi bem naquela maldita época dos meus 13 anos que os Emos invadiram a cultura brasileira, e qualquer um que se isolasse era chamado assim. Malditos emos! Mas eu era meio triste. Parte por não saber porque as coisas estavam acontecendo de forma tão confusa, parte porque eu realmente não me sentia bem com algumas coisas. Eu precisava mesmo de isolamento e camisa de força (acho).

Hoje, ouço “Hello” do Lionel Richie pra dormir, e “Total eclipse of the heart”, de Bonnie Tyler quando as coisas pioram um pouco. Não é uma fase muito boa. Às vezes sinto como se um pedaço de mim tivesse ido pra nunca mais, como se todos os meus medos e inseguranças voltassem a perturbar. E quem sou eu, se não um algo de pouco valor? Mais um ser humano. Apenas.