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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Período de mudanças

Mudanças serão sempre bem vindas. Desde que boas, desde que construtivas, desde que transformem o que realmente precisa ser transformado.
Pintar o cabelo não te deixa mais bonito, não te deixa mais mulher ou mais homem, não muda seu caráter, seus princípios. Muda seu exterior, fica um tempo e sai. Mas mudanças verdadeiras são para sempre.
E nesse clima de mudança encontramos também um tempo de paz, que será levado por um tempo de guerra, mas se a mudança for certa, a paz torna... e torna contínua. 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Crise

Quando se fala em crise hoje em dia as pessoas tendem a imaginar milhões de coisas a respeito do mundo, mas falo de uma crise interna, que está se exteriorizando aos poucos e, de certa forma, destruindo projeções. Não sei como consegui chegar aqui, e não sei porque estou exteriorizando meus medos e fraquezas, mas torna-se necessário contar pra alguém, por mais desconhecido que seja.
Como conseguimos deixar que tudo chegasse a esse ponto? Monotonia, tédio e raiva contínua. Não é uma questão humana, não é uma coisa que precisemos de um estudioso para descobrir. O que aconteceu? Onde se esconderam aqueles sorrisos?
Agora tudo parece ter sido deixado para trás, como os sonhos de alguma coisa pura e simples, como o deitar no leito de um rio para contemplar as estrelas numa noite de acampamento. Surgiram manchas, que depois se tornaram maiores e maiores e maiores. E por mais que não se entenda o porquê, elas vão estar ali... até que o dia de limpá-las chegue. E demora, como demora, a cair a ficha de que não vai chegar amanhã, ou depois, ou depois... e o tempo vai passar arrastado, e as coisas vão piorar, e os olhares vão se encher de curiosidade e agonia aos poucos, e os corações vão se encher de incomodo e também uma raiva que vai e vem.
Eu nem sei mais como fazer as coisas, ou como pensar as coisas... por que já não mais existe em mim vontade de existir.

domingo, 30 de outubro de 2011

Você só tem a certeza de que se divertiu ... quando não pode contar aos seus pais o que fez!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nervosismo que destrói

Não é de hoje. Sou ansiosa. E as coisas tendem a ser piores a cada dia que passa. Tenho gastrite nervosa.
Andei lendo sobre isso. É o mal do século, e eu estou inclusa no pacote do mal. Eu sofro desse mal. Correria, stress... pressão. O emocional fica fragmentado e você acaba se vendo moribundo por algum motivo, ou até sem entender o motivo que te abala, mesmo tendo noção de que o corpo reagiu à pressão do dia a dia.
O que me deixou vegetal no ano passado foi o vestibular. Mas existem muitas coisas que nos fazem querer retribuir todo o esforço das pessoas para o nosso bom desempenho e... sinceramente, não levem isso tão à sério. No 3º ano as coisas que eu mais sonhava na vida eram: passar no vestibular e passar isso na cara do meu pai (que, diga-se de passagem é muito do fdp). Nesse intuído, acabei destruindo minha saúde e não conseguindo nada. Vê se um bosta daquele merece isso.
2011 chegou, estou me cuidado, mas ainda não gosto muito de comer. Mas a gastrite... bem... o que é isso mesmo? Não, ela não foi embora, mas tenho um pouco mais de controle sobre minhas emoções, exceto quando estou para fazer alguma prova. Imagino que provas sejam meus desafios mortais e que não passar em uma me torna fracassada, o que não é verdade, mas ainda preciso aprender... e aprender demais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Sinto saudade...


De viver a vida intensamente; de ter poucos, mas bons amigos; de sair mais. Sinto falta do tempo em que a vida social era na rua, não no computador.
Sinto uma saudade imensa de errar mais, e não me preocupar muito com o que vão pensar do meu pequeno ou grande erro. Sinto uma saudade imensa de não me sentir sozinho, largado no canto da sala.
Sinto falta das coisas que disse nunca sentir. Da escola, dos intervalos, dos professores e da turma. Da turma! Sinto falta de acordar muito cedo e estar disposta ou não a me submeter a autoridade do professor. Sinto falta de fazer prova todo bimestre e me ferrar de estudar dias e dias e noites a fio.
As pessoas nem entendem por que, em determinado momento, sentimos saudade das coisas mais simples. Mas só damos valor ao que perdemos. A juventude perdida, o tempo, o sono, os sonhos.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

ímpar


Eu sempre gostei de números ímpares. Não sei o porquê. O C é a 3ª letra do alfabeto (número 3, ímpar); eu nasci no dia 21 (ímpar), do mês 5 (ímpar), de 1993 (ímpar); meus números na escola sempre foram 7, 9 e 11 (ímpar, ímpar e ímpar). Até que decidir me tornar par. Ou um par em ímpar. Tipo promoção “2 em 1”.
Eu tinha uns amigos, que infelizmente se afastaram um pouco devido às tarefas da vida, que sempre que acontecia algo ruim diziam “aah, promoção!”. Logo, não acredito que promoções “leve 2 e pague 1”, “2 em 1”, “leve 30 e pague 29”... seja algo bom. Bom é quando você leva um número par e leva um ímpar. Ou leva só um, três, cinco... e pronto.
Essa coisa de só gostar de número ímpar é quase que uma defesa às merdas da vida. Quando você namora você passa a ser par e “aaah, promoção!”, quando você casa, você passa a ser par e “aaah, promoção!”. E quando você pensa que ser “2 em 1”... “aaah, promoção!”

Aaaaaaaaaaaaaah, promoção! 

domingo, 11 de setembro de 2011

“Diante de Deus”

Alguma vez na sua vida você já parou pra pensar o que acontecia na infância? Lembra daqueles interrogatórios, quando pensavam que você tinha feito coisa errada (e você tinha mesmo feito!) e sempre que você “negava até a morte” e jurava por todos os santos vinha aquela frase: “Sério. Diante de Deus, você fez isso, não fez?”.
Pois é, estive pensando nessa frase tão assustadora e... Espera um pouco, quando não estamos diante de Deus? É uma coisa tão assustadora quando somos crianças, que confessamos até os piores pecados (ter comido o biscoito que tava no armário, ter escondido o lápis do coleguinha...), mas é uma coisa que fazemos sem pensar. Uma forma de defesa, pra não se dar pior do que se dará quando falar que foi você que fez.
Diante de Deus...
Estamos diante de Deus o tempo todo. E até o que a gente não fez Ele já sabe que a gente vai fazer.

E aí, você gostou do post?
Sério, diante de Deus! ;D

sábado, 3 de setembro de 2011

Querer(es)


Queria eu não querer-te tanto,
Mas quanto mais penso em não querer-te
Mais parece me prender em seus braços como por um feitiço.

Queria eu não sonhar tanto,
Pois quanto mais sonho
Mais emaranhadas ficam as esperanças de uma realidade.

Queria eu não esperar, ou fazer o tempo passar rápido
Pra te ver partir e chegar,
E chegar a me sorrir. Com tanta saudade.

Queria tirar do papel o que tanto desejo.
Tirar do pensamento o que tanto me faz feliz,
Ou infeliz.
O quanto te almejo.