Meu corpo agora fala comigo. Sinais. Fatos estranhos. Me assustam. Como se as entranhas quisessem me sair pela boca. Um frio na barriga. Um medo de estar certa e talvez me conhecer demais. Um medo de estar certa e pôr tudo a perder nos próximos anos de uma vida tão monótona e curta.
Fico como animal acuado no canto da sala de estar. A necessidade da incerteza, e o medo do passado tranqüilizante que me trouxe até aqui (no desespero). Olho para os lados e quem vejo além de mim? Ninguém há que possa entender o que tento explicar com meus olhos aflitos. Ninguém lá fora consegue entender o que se passa no pensamento “adolescente” que visualizam num corpo tão adulto.
Vou controlando meus impulsos e pensamentos mais sinistros. Tentando auto-controlar a sensibilidade excessiva e o medo. De perder a vida!
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