quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Iniciada

Todos os dias deitamos nossas cabeças em travesseiros de nuvens. A forma como se formam nossos sonhos, e o conteúdo desses sonhos... nada mais que mera fantasia infantil.

Todos os dias acordo pensando no que nos trouxe até aqui. Sei que já falei algumas vezes do quanto sinto tristeza em imaginar quantos perderam os direitos e/ou morreram para que eu e você tivéssemos os que temos hoje!

Meus medos parecem não existir diante da magnitude da história.

Eu cresci ouvindo os nomes das grandes mulheres. Olga Benário Prestes; Anita Garibaldi; Frida Kahlo; Joana D’arc; Hatshepsut; Rainha Vitória. Todas as grandes mulheres que construíram o que hoje é a minha história. Todos os grandes nomes que o machismo não pode apagar.

As pessoas gostam de me intitular “rebelde sem causa”, mas que maior causa existe se não a existência apática dos homens? Qual o motivo de tanta injustiça e covardia? Não tenho motivos?

Não existem rebeldes sem causa. Existem adolescentes alienados e pessoas que lutam pelo justo! Não me enquadro na juventude clichê que sonha dominar o mundo. Sou parcela dos que sonham e lutam por melhoras. Dos que olham para trás e vêem um passado marcado por sofrimento e por perdas (de liberdade).

Algo me diz que sempre que uma voz se levantar na multidão, será calada. Já tentaram sufocar o meu grito por justiça uma vez. Já tentaram calar muitos outros que se cansaram de toda essa enganação e disseram a verdade. O choque de opinião.

Eu tinha medo de falar, e falei! Fui lançada numa cova escura e suja, a qual aprendi a escalar aos poucos. Na certeza de que a verdade virá a tona, como a luz que verei ao terminar minha escalada. Tenho meus medos como aliados. Medos que me impulsionam a encontrar a saída.

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