Nesses últimos tempos andei notando que as pessoas passam por aqui e tiram suas próprias conclusões do que eu falo ou deixo de falar. É típico do ser humano. Curiosidade por outras vidas. É sempre mais divertido quando não é a nossa. Mas esse não é o assunto em questão.
Como disse, andei reparando nas pessoas de uns tempos pra cá. Um pouco mais que de costume. Mas não suas vidas; seus atos; seu modo de vestir ou de falar. O jeito! Isso sim me agrada. Até onde um homem pode ir para defender suas idéias? Até onde as pessoas vão para proteger seu direito de pensar, agir, viver e expressar?
Não é questão de saber o quanto você tem e o que você faz com suas coisas. É uma questão de perceber as coisas importantes. Comportamentos. Talvez aquele carinha calado seja um bom orador, um bom escritor, um bom cantor. Ou talvez só esteja esperando um espaço para mostrar o que faz de bom. Talvez aquela moça mais recatada seja reprimida, ou tenha uma grande estrela que brilhe para algo que exija mais oratória ou corpo-a-corpo.
Eu nunca costumei observar o que as pessoas fazem; aqueles gestos simples que nos encantam em frações de segundos e somem no ar. Mas agora costumo dizer que a sociedade faz o homem. Não é o fato de ser mais introvertido que faz de você menos interessante, é o fato de ter ou não metas.
Uma pessoa mais introvertida nunca lutaria
pelos seus direitos com tanta voracidade quanto uma pessoa mais firme de pulso. São comparações que não cabem, e não faz um melhor que o outro. Mas o mundo é dos mais calados. Isso é fato! Não necessariamente todos os mais calados se tornam marionetes da sociedade, mas eles agüentam mais coisas sem aquela contagem regressiva para explosão. E não precisam ouvir que são manipuladores, dissimulados ou problemáticos. De certa forma: viva aos mais quietos.
Mas um viva também aos que tem coragem de falar. Em anos de história vimos pessoas diferentes, criações diferentes, juventudes, infâncias e fases adultas diferentes. O revolucionário de ontem pode hoje ser apenas um vovô carinhoso ou vovó contadora de historias. Mas já lutaram pelo que acreditavam ser certo.
Essa constante busca pelo que achamos certo acaba nos frustrando, ferindo ou nos fazendo vitoriosos. Mas na maioria dos casos só serve mesmo pra nos magoar; o que não deixa de trazer um lado bom. Feridas saram; você descobre por onde deve ou não andar, e de quebra ainda fica mais forte!
É o limite que nos abre o desejo de conhecer o outro lado do muro. É a altura que nos faz querer voar; é o medo que nos faz querer ir além. Pra saber se dói ou não você tem que viver; pra saber se é certo ou errado você pesquisa ou vive; pra saber o que é melhor pra você, você simplesmente decide!
Cada escolha exige uma renúncia; isso é fatídico. Então fica a dica (ou como dizem no “internetês”: fikdik): vivam as coisas mais simples e mais prazerosas da vida; passeiem pelos campos, pelas flores; passem mais tempo ao lado de quem amam; sorriam mais. No fundo, nada é tão ruim quanto parece. Seja mais doce! (:
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