domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sarcasmo e frieza


Esses três itens que fazem da vida de qualquer brasileiro – ou não – uma trama de novela, podem acabar fazendo as pessoas ao redor infelizes ou se sentindo menos merecedoras de carinho e reconhecimento.
Ser sarcástico é ter um humor amargo, não entrar numa comunidade chamada “O sarcasmo me consome”. Porque o sarcasmo consome a todos; de forma boa ou ruim. O sarcástico é consumido pela ironia amarga e insultuosa; por gostar de escarnecer o próximo. E o não-sarcástico é consumido pela mágoa de ter sido tratado mal. A arrogância dos sarcásticos, quando não necessária, os tornam pessoas reservadas e um tanto sozinhas. Sarcasmo vem do grego: Sarkázein = cortar a carne. Daí se entende expressões como “foi de um sarcasmo cortante” ou “a verdade dói” (para alguns).
O frio pode ser explicado de diversas formas, mas, aqui, será levado em consideração o aspecto psicológico de frieza. A frieza emocional.
As pessoas frias tendem a não perceber quando começam a ser sarcásticas. Por isso tudo aqui se torna um elo. Elas não compreendem porque as pessoas se afastam, mas, definitivamente, não se importam em buscar respostas. Vão vivendo. Se interessam por poucas coisas além daquilo que lhes parece o melhor e o mais óbvio. Pessoas frias tendem a passar o resto da vida entre elas mesmas e o espelho.
Como é perceptível, pessoas frias, arrogantes, sarcásticas e sem interesse nenhum pelo próximo são realmente excluídas de algum determinado grupo, ou de todos eles. São mal vistas, mal interpretadas e até mesmo “o feitiço vira contra o feiticeiro” (são ironizadas). Mas são pessoas desse tipo que não gostam de ficar esperando uma resposta, que não podem nem imaginar que estão sendo ignoradas e que não se alegram com a alegria alheia.
A linha de frente para combater o mal, é indo por ele mesmo! Se a pessoa te odiava, só vai aumentar a raiva... mas pelo menos ela vai entender que está sendo um porre!

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