Já diz um velho ditado: “Quer ser bom, morra ou se mude!”. De fato, o Dia de Finados está aí pra explicar isso. O Dia de Finados nada mais é, historicamente, que um dia separado para celebrar a vida eterna de quem já partiu dessa pra melhor (ou não). Mas... pra quê eu vou comemorar a morte dos outros? Que merda é essa?
Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Imagine aí, você, leitor, que todo mundo odeia (até parte da sua família), indo morar em Paranaguá-PR. Seus inimigos passam a te amar, sua ex que te detonava vai te achar o semideus do Olimpo, e até mesmo seus parentes vão sentir tua falta e te fazer uma visitinha como se nunca tivessem te odiado.
Eu queria entender pra quê um dia só pra celebrar a morte das pessoas. Pra começar: Quem diabos vai ficar lembrando pra sempre de uma tia que morreu, ou primo, ou cachorro, ex-namorado...? Se for mãe, pai, filho ou ex-marido eu até entendo. O tempo de convívio maior, a dedicação. Faz falta mesmo. Mas sentir falta de um primo? Primo não é parente não, é acidente! E dos piores!
Veja pelo lado racional da coisa: Faz sentido ter um dia só pra lembrar das pessoas? Não é melhor sentir saudade de quem é vivo não? Sério mesmo, isso é muito sem noção. A parte boa é que o povo é tão burro e desde sempre guiado pelo (super, hiper, mega) poder da Igreja Católica, que o dia virou feriado.
Já imaginou ter que estudar, trabalhar, cuidar das tarefas do dia-a-dia de um cidadão de um país em desenvolvimento... e ainda ter que visitar aquele túmulo da tia da prima do irmão da sua esposa no final da tarde e ter que rezar por ele (ainda) numa missa? É o fim!
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