As horas que passo tentando entender teus dizeres; tuas escolhas; teus olhares... teu modo de me virar as costas e simplesmente partir.
Não gosto! Mas aceito que seja assim. Não quero mudar; não vou mudar. Fico na espera de que tudo se ajuste.
O egocentrismo que às vezes parece sumir em compaixão pelo próximo, e volta mais forte no momento seguinte. Porque só se percebe que feriu alguém tempos depois, enquanto o ferido agoniza a dor do machucado.
Não adianta falar; isso não muda! É como um jogo de manipulação. O mais forte manipula o mais fraco, desconsiderando a possibilidade de o mais fraco ser o menos indefeso. Mas a não-defesa está na atribuição de amor.
Grandes sábios já diziam que o amor enfraquece; fragiliza. A muralha mais forte cairia quando em amor, se o sentisse. O amor não enfraquece, mas a ligação que ele cria, sim! O desejo de estar junto; de sentir o cheiro; de olhar nos olhos. De se sentir protegido. A dependência. Que acaba com o ser humano.
Não há o que dizer. Tentar entender porque as pessoas não ligam para as outras é perda de tempo. Meu choro não te trará de volta. Meu sorriso não iluminará seus dias. Minha existência faz número entre as tantas existências do seu mundo particular. É o seu universo que insiste em negar o meu.
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