Quando resolvi aceitar melhor a vida, descobri que tudo poderia ser muito bom, por pior que fosse. Os dias, mesmo cinzentos, seriam bons, custasse o que custasse. Bastava mentalizar.
Mas estar no seu sossego não faz as pessoas te deixarem sossegado, embora você não sinta vontade de revidar mais. É como um bicho preso: a revolta do cárcere, o reconhecimento da prisão, a familiarização, e a calmaria. Não é questão de se render, é só não perder tempo lutando por algo que não vai mudar nunca.
Por mais incrível que possa parecer, quem te açoita mais é quem deveria manter o zelo. Há-há-há! Tenso! Mas confortável.
Dizem que o silêncio é a melhor resposta para qualquer causa, e que o silêncio pode ser mais duro que muitas verdades. Mas o silêncio também revolta e desespera.
De certo modo, quando silenciamos, as pessoas tentem a atacar-nos um pouco mais. É como revidar a apatia alheia. Acho que todo mundo já passou por algo do tipo, é só lembrar de quando dizia “mas foi ele quem começou!”. As pessoas tendem a inquietar quando as outras estão de bem consigo e/ou buscando paz com os outros.
Quando resolvi abrir os olhos para o que acontecia no âmbito social pude ver a doce hipocrisia, o falso moralismo, e o desfavorecimento que enfrentamos todo dia até chegar ao estado de calma. Pude ver as águas tranqüilas que tocavam os meus pés enquanto caminhava.
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