Não sei como dizer isso aqui, mas eu estava sem forças pra lutar. Não me envergonho de dizer que minha fé ficou menor que um grão de mostarda, e, agora, se chegou ao tamanho de um grão é um grande avanço.
Não me envergonho de dizer que meus sonhos foram lançados na cova e soterrados. Nem que tentei me isolar na caverna pra deixar o tempo passar. Não me envergonho de falar nada disso.
E o mais engraçado é que, nessas horas, desacreditamos na companhia do Senhor. Achamos que estamos sozinhos, por não poder tocar Sua face ou sentir Seus abraços. Mas é nesse momento que Ele se põe mais e mais próximo. De um pecador.
Sabe, agora, não me envergonho de dizer que estive esperando e esperando as coisas acontecerem ao meu redor. Que fiquei parada vendo o mundo “desabar” nas minhas costas, como se não pudesse fazer nada. E, de fato, não podia. Não consegui me mexer; não tinha ânimo.
Mas, de onde não esperei, o Senhor me mandou ajuda. É muito do ser humano esperar que alguém fale em nome do Senhor, essas coisas. Mas eu já não esperava algo do tipo. E quando todas as portas se fecharam; todas as bocas se calaram... todas as costas se viraram. Me vi sozinha. E então o Senhor falou ao meu coração como não havia falado no tempo em que apenas lamentei a dor.
Ainda não estou, de todo, fortificada, mas já sinto as mudanças de Deus nesse momento. E já posso ver o que Ele queria mudar. Amizades. Escolhas. No começo tudo pareceu estranho. Ver todos aqueles a quem considerava amigos me virando as costas de uma hora para a outra... sentir que todo mundo havia me deixado, quando nem haviam estado comigo. Deus começou a me mostrar os verdadeiros amigos que tinha pra mim. E as escolhas certas a tomar.
- Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar – Prov.: 24.17
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