Dos amigos, das horas vagas, dos momentos que se passaram. Das despedidas e dos reencontros. Das atividades forçadas, dos dias chuvosos e banhos de calha, dos pesadelos noturnos. Da infância esquecida, dos livros marcantes... da liberdade de existir como essência.
A saudade, em suma, é vista como um sentimento de tolo. Apenas os fracos a podem assumir; apenas os fracos... como um dever de tê-la.
É como o medo. Um forte não teme; um forte não sente; um forte... não vê. Simplesmente se mantém forte. Sobre tudo e todos.
Dia desses andei reparando nos comportamentos. Existem saudades e saudades. Há quem diga que só existe a saudade dos amantes e dos próximos. Eu digo que saudade vai além da existência do ser.
É comum sentir-mos falta de algo, até mesmo sendo objeto... e procurar-mos, mesmo que seja uma busca por algo que já está em nossa frente. Não é uma procura. É uma saudade. Algo que te completa; que te faz bem (ou não) de uma forma que só você entende. Isso é saudade.
Claro, não posso desmerecer a saudade amante. É uma das saudades mais dolorosas e prazerosas de se sentir. É cortante; avassaladora. Mas torna-se fogo quando extinta. Aumenta o desejo, a vontade de estar próximo; aumenta o amor.
E quem não sentiu saudade? Sabe, às vezes entendo a saudade como forma de consolo. Por algo que temos esperança tornar a viver. Mesmo sabendo que o gosto não é o mesmo. A saudade é o que move o mundo dos que sonham; dos que sentem; dos que vivem... o mundo.
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