quarta-feira, 14 de julho de 2010

Transformação


PhD em sair na contramão

Seguindo o vendo sem ouvir o coração

Deixava o medo e todo o mal pra trás

Levou consigo um stress e os vendavais


Onde está menina ɐɔnʃɐɯ?

Onde está, com seu jeitinho bem-me-quer?

Aqueles olhos tão serenos e sem culpa

Aquele jeito tão confuso de mulher


“Ela andava sem rumo

E seu rumo era apenas encontrar rumo

No meio de ramos de flores e presentes patéticos

No meio de gente sem história e pessoas sem nexo”


Os passos deixados no chão levavam a um clarão na floresta

Roupas no chão, um rio à frente

E uma deusa que saía da água

Irradiando luz e paz do que antes era guerra


Não sabia o quanto o tempo passara enquanto a observara

Não sabia de onde teria vindo algo tão divino,

Nem mesmo imaginava que também tinha coração

E sangrava


O tempo dissipou o silêncio da descoberta

Dissipou o medo do abandono

Dissipou o medo

A mulher fora encontrada


A deusa na água nada mais era que um reflexo

De sua atual condição;

De mulher.

Assustara-se alí, sentindo-se frágil


Voltou a seguir seu rumo;

Dessa vez com a clareza no pensamento

Não era mais uma menina inocente e cheia de pureza

Não era mais a gracinha da casa ou a imaculada do lugar onde vivia


Tornara-se firme!

Mulher, dentre as mulheres a mais forte;

A mais decidida; a mais sensitiva

Some a fragilidade, entra a personalidade firme


Caminhou a vida inteira sendo vista como garota rebelde

Menina mimada, sem jeito

Quem diria agora que, decidida, iria até o mais longe que pudesse

Até encontrar o que almejava?


Quem diria que esqueceria as dores e os amores passados

Pra encontrar outros amores?

Até hoje não se sabe onde anda a mulher

Mas ela está bem próximo de onde você possa encontrar...

Firmeza!

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