Se houvesse uma forma de explicar
Como tudo acontece dentro de um corpo,
Talvez a ciência tivesse parado de pesquisar tanto
E revirar tanto
Tudo quanto temos no planeta;
No envoltório cansado da alma
Talvez se pensássemos mais nos outros
Ouvíssemos mais um pouco
Entendêssemos que são pequenas coisas
E exterminaríamos com os profissionais da mente
Talvez se, agora,
A minha confusão e o meu retrocesso mental não atrapalhassem
Tanto quanto acho
Se não estivesse...
Vivendo de sorrisos hipócritas e abraços mortíferos
Se não respirasse a poluição do teu desprezo
Rastejo
Como cobra que passa o ventre no chão
Vendo seu corpo caindo sobre a calçada
Onde você me matou
E sorrio. Sem falsidade ou medo
Provavelmente serei, sempre,
teu devaneio
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