terça-feira, 6 de julho de 2010

emancipação [p. 1]


O que me assusta é não conseguir sentir medo,

É querer ir adiante no caso, no ato, sem medo.

Assusta mesmo, saber que tudo que foi dito,

Agora, de nada vale.

Impulsiva que sou,

Guiada pelo único e mais puro desejo.

Vontades, ideais e pensamentos...

Como quem bebe um cálice de veneno,

Vão matando aos poucos a vontade de permanecer...

Constante, descente, inocente.

Calafrios se apoderam de um corpo;

Frágil, franzino...

Preparado.

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