terça-feira, 22 de junho de 2010

Uma França destruída

A história do futebol francês pode ser dividida em antes e depois de Zinedine Zidane. Desde 1998, quando, a seleção francesa, comandada por ele, foi consagrada a geração ouro, a França passou a estar no rol dos favoritos em Copas do Mundo.

Mas, nem tudo que reluz é ouro, e com Zidane não seria diferente. Desde a sua aposentadoria, no final da última copa do mundo (2006), a seleção francesa – até então considerada uma das melhores do mundo – passou a penar pelo velho favoritismo.

Na Euro 2008, começou caindo na primeira fase; nas Eliminatórias da copa, ficou atrás da Sérvia e só passou pela Irlanda na repescagem (e com um gol irregular!).

O arrogante técnico Raymond Domenech sofre para acertar a equipe, que se encontra desunida, desestimulada e totalmente perdida.

Pois é, técnico ruim e seleção que não sabe perder... dá nisso! O estrelismo francês exacerbado vem deixando marcas nos jogadores, que, mesmo unidos num mesmo propósito, brigam por espaço no coração dos torcedores e na lista de titulares.

O esquema tático usado pelo treinador é o velho (e quase nunca bem sucedido entre os franceses) 4-4-2. Jogando com o goleiro Lloris (que está sendo o maior frango da história da França, sendo “melhor” apenas que o goleiro Ri Myong-Guk, da Coréia do Norte, que frangou 7 vezes no jogo contra Portugal) seguido dos outros 10 jogadores que não estão fazendo quase nada, a França ainda acha que pode conseguir uma vaga nas oitavas de final.

Além dos constantes desentendimentos, a França agora tenta contornar a expulsão de Anelka (no último dia 19/06) pelo técnico Domenech. Segundo Domenech, o jogador estava muito agressivo e andava xingando demais. – Ah, me poupe Sr. Raymond, controle sua seleção!

Da expulsão de Anelka surgiram mais conflitos entre os jogadores franceses que, por não terem sido devidamente comunicados sobre o ocorrido, decidiram não treinar nessa última semana. O desentendimento entre o capitão da seleção francesa, Evra, e o treinador físico, Robert Duverne, ficou marcado na história, sendo exposto em todos os jornais do mundo. – É meu amigo, a França já era!

A Copa do Mundo começou, e a França apresentou péssimos resultados. Empatou com o Uruguai por 0 x 0 no primeiro jogo, perdeu do México por 2 x 0 no segundo e... acendeu a ira dos ex-jogadores da seleção.

Um dia após a derrota para o México por 2 x 0, o ex-atacante da seleção francesa, Robert Pires falou a respeito do desempenho da atual seleção: “A França joga como a imagem do seu treinador. Ele não é bom. Nós não somos bons.”.

Para a França se classificar para as oitavas de final, era necessário vencer a África do Sul por uma boa diferença de gols e torcer para que o confronto entre México e Uruguai não terminasse empatado. Mas, para azar dos franceses (e dos sul-africanos) os classificados para as oitavas de final foram Uruguai e México, que terminaram a partida em 1 x 0 para o Uruguai.

Os franceses se despediram melancolicamente do Mundial com três derrotas, apenas um gol marcado e quatro gols sofridos. O último capítulo da derrocada francesa foi no Free State, em Bloemfontein, onde a África do Sul venceu com autoridade por 2 a 1 dando ao time da casa, ao menos, uma saída honrosa da Copa. – Pois é meu amigo, a África do Sul entrou pra história das copas do mundo por ser o primeiro país anfitrião a não se classificar para uma nova fase eliminatória. Que feliz, não?! Mas estamos com vocês Bafanas! \o/

E por fim, vamos comentar algumas coisinhas do mal. Pra começar: digam adeus ao técnico Domenech. Isso mesmo, ele vai sair da França! – era de se esperar – O técnico dará lugar ao ex-zagueiro Laurent Blanc, campeão em 98 e que terá que juntar os cacos de uma equipe devastada. – Eu tenho pena do Laurent, tenho sim! *sintam pena dele*

Hoje, perdido, Domenech entrou em campo com seis alterações, sendo quatro de ordem aparentemente técnica. Entre os barrados estava o capitão Evra, um dos líderes do motim da semana (o não-treino) que levou o preparador físico Robert Duverne a se demitir publicamente.

Agora é dar um tchauzinho amigo para a seleção francesa, um tapinha nas costas e um pirulito. E... ADEUS RAYMOND DOMENCH!

4 comentários:

Jônatas Alves disse...

Depois mulher ñ entende de futebol.

Kauê Pereira disse...

Tá quase uma reportér esportiva o.O

Kauê Pereira disse...

Realmente a situação da França é ridícula. Não só pelo seu fraco desempenho como pela sua arrogância e atitude infantis de jogadores.

Yuri r. disse...

Noooossaaaa reporte esportiiva toda já vun :D